REGRAS DE USO DE TELAS

Sim, usamos as telas e ainda bem! Elas vieram para ficar e vão fazer cada vez mais parte da nossa cultura. Mas, sabemos, tem que ter equilíbrio. Somos pais e cabe a nós controlar e orientar sobre o uso das telas - as quais não vivemos sem - para que seu uso seja sempre consciente e, por isso mesmo, espetacular.

regras de uso de telas

Estabeleçam as regras juntos. Quem cumprir, ganha 1 ponto. Podem, inclusive ter pontos negativos ao descumprimento. Quem somar mais pontos ao final da semana, ganha uma regalia (pode ser desde um café da manhã na cama ou uma uma hora de descanso sem filhos :) ).
Reestruturem as regras e refaçam a tabela sempre que necessário. Vocês não acertarão de primeira e tem que ser feito de uma forma leve - permita readaptar a tabela e se readaptarem, também!

Na tabela de exemplo de regras, colocamos várias sugestões de regras - todas embasadas em estudos e validadas com especialistas. Fica a dica ;)

as telas e as emoções

Inteligência Emocional Digital e Consciência Digital dizem respeito a estarmos no controle e conhecer nossas atitudes perante às telas - sobre o que consumimos, o que sentimos em relação aos conteúdos, quanta energia e tempo desprendemos para tais dispositivos e se estamos nos fechando em uma bolha.

Acredite, isso vai ser premissa no contexto de mundo em que nossos filhos vão crescer. E é hora de trabalhar a consciência digital de nossa casa - e de um jeito muito, muito fácil!

A tabela: cada sentimento notado em consequência do uso da tecnologia, um ponto. Quem colocar mais sentimentos e somar mais pontos ao final de uma semana, ganha uma regalia (pode ser desde um chocolate até um café da manhã na cama ou uma 1 hora de descanso sem filhos :)



O que os especialistas dizem

Laís Rume
CEO da Íris Lab

Sim, elas estão aqui (TKS GOD) e estamos criando a primeira geração que nasceu inserida nelas - os nativos digitais. E, como se não bastassem as dúvidas que já cercam pais e mães sobre a peculiar arte de criar filhos, estamos entrando num futuro-presente desconhecido e muito, muito veloz!

Como toda revolução de era, temos medos e inseguranças e mais perguntas que respostas, mas é importante fazer as perguntas certas. A ideia não é ter manual, um saber pronto, mas fazer um exercício de reflexão que te ajude a se autorizar em seu papel.

Primeiro, as recomendações da OMS em relação à exposição às telas que a SBP também expõe:

0-1 ano - Nenhuma exposição às telas

2-5 anos - Máximo de 1h de telas - com intervalos

6-12 anos - Máximo de 2h de telas - com intervalos.

Depois, máximo de 4h de telas.

E por quê? Bom, a OMS argumenta que deixar a criança mais tempo com as telas pode induzir ao sedentarismo, aos maus hábitos alimentares e a gente sabe que a obesidade mundial vêm sendo um problema cada vez maior. Além disso, os cientistas apontam outros malefícios relacionados à má conduta em relação às telas, como hiperestimulação e dificuldade de concentração.

Calma, Respira!

Isso é sobre excessos. MUITO EXCESSO. E não quero causar culpa em ninguém. Tá tudo bem!

A gente tem recomendação médica quanto à exposição, mas como tudo, não é manual. O parâmetro ideal vem dos pais - o que é pouco, muito, razoável quem decide são os pais, conhecendo a própria maturidade do filho e a dinâmica da família.

O uso excessivo está associado ao que mostramos, mas o uso consciente é espetacular.

E, mais uma vez: se nós já vivemos emergidos na tecnologia, quem dirá nossos filhos. Não queremos (nem devemos) tirar as telas deles, mas é nosso dever conscientizar, trazer senso crítico e, sim, ser exemplo. Devemos instruir sobre Inteligência Emocional Digital e Cidadania Digital. Acordar regras é um excelente caminho e é isso que trazemos para vocês aqui.